Guia prático

Como controlar o CMV de um restaurante

Cada ponto de CMV em uma unidade de R$ 200 mil vale R$ 2 mil/mês. Este é o roteiro que usamos em redes de médio e grande porte para localizar o vazamento e devolvê-lo à margem — sem depender da presença do dono.

O que é CMV e por que ele foge do controle

CMV (Custo da Mercadoria Vendida) é a fatia do faturamento que vai embora na compra do que você vende. Não existe um percentual único ideal: o CMV adequado varia conforme modelo de negócio, cardápio, operação e estratégia. O que importa é conhecer o seu número e acompanhar os desvios ao longo do mês, não só no fechamento.

O CMV não sobe de uma vez. Ele vaza em pequenos gestos repetidos todos os dias: porção 10g além da ficha, aparas jogadas fora sem registro, recebimento sem conferência de peso, cortesia sem lançamento. Controlar CMV é fechar essas torneiras uma por uma.

Sinais de que o seu CMV está fora de controle

  • CMV oscila 3+ pontos entre semanas sem explicação clara
  • Ficha técnica existe, mas ninguém confere se está sendo seguida
  • Quebras e cortesias entram no fechamento como 'ajuste'
  • A margem depende de o dono ou o gerente-chave estar presente
  • O relatório do mês chega tarde demais para corrigir o mês

5 passos para controlar o CMV

  1. 01

    Meça o CMV real, por unidade e por semana

    Fórmula: (Estoque Inicial + Compras − Estoque Final) ÷ Vendas Líquidas. Rodar por mês esconde o vazamento; rodar por semana e por praça expõe onde ele nasce. Sem esse número em mãos, qualquer ação vira palpite.

  2. 02

    Compare consumo teórico vs. consumo real

    A ficha técnica diz quanto cada prato deveria consumir. O estoque diz quanto consumiu de verdade. A diferença é o seu vazamento: porcionamento fora do padrão, quebra não registrada, saída sem venda, retrabalho.

  3. 03

    Ataque as 4 fontes clássicas de vazamento

    Recebimento (peso e qualidade do fornecedor), pré-preparo (rendimento e aparas), porcionamento (balança na linha, não no olho) e fechamento (quebra, cortesia e consumo interno registrados). Um checklist por etapa, com responsável nomeado.

  4. 04

    Padronize com checklists auditáveis

    Checklist sem auditoria é papel. Cada item precisa de responsável, horário e evidência (foto, assinatura, hora). É isso que transforma procedimento em processo — e processo em margem.

  5. 05

    Feche o ciclo em reunião semanal de 30 minutos

    Três indicadores na mesa: CMV da semana por praça, quebras registradas e checklists não conformes. Cada desvio vira ação com dono e prazo. Sem esse ritual, o dado não vira decisão.

Como a A&B Conect operacionaliza esse controle

O guia acima é o método. A A&B Conect é a plataforma que faz ele rodar todo dia, em cada unidade, sem depender de planilha manual ou da presença do dono:

  • Checklists auditáveis por praça e por cargo, com responsável, horário e evidência.
  • Calculadoras de DRE e CMV prontas, com fichas técnicas versionadas.
  • Dashboards gerenciais mostrando onde está o desvio antes do fechamento do mês.
  • Trilhas de capacitação para que o gestor de salão execute a auditoria sem babá.

Comece pelo Diagnóstico Operacional

Antes de contratar qualquer plataforma, o primeiro passo é enxergar quanto está vazando na sua rede — e onde. O diagnóstico é gratuito e mostra o potencial de recuperação em pontos de CMV nas primeiras semanas.